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Mortos em ataque de extremistas islâmicos a escola cristã passam de 100, dizem sobreviventes; Missão Portas Abertas pede oração pela Nigéria

O ataque terrorista dos extremistas islâmicos do Boko Haram a uma escola cristã deixou mais de 100 mortos em Yobe, na Nigéria, segundo relato de um dos sobreviventes, que se escondeu para salvar a vida.

Inicialmente, as autoridades informaram o número de 59 mortos, mas diversos moradores da região onde houve o ataque relataram à Missão Portas Abertas que o número é amplamente superior.

“Eu ouvi os gritos de algumas pessoas de fora da escola, mesmo antes de eles invadirem as salas de aula. Eu suspeito que eles pegaram algumas pessoas em seu caminho para a escola. Eu senti o perigo, então pulei por cima do muro e me arrastei até uma vala. Fiquei lá orando e ouvindo. De onde eu estava escondido, eu podia ouvir os outros alunos chorando muito alto. Vi fogo sobre o telhado da escola. Eu já estava me contando entre os mortos, porque alguns rebeldes vieram muito perto de onde eu estava, eu podia ouvi-los bem ao meu lado. Mas Deus salvou a minha vida”, relatou o sobrevivente.

O ataque aconteceu no dia 25 de fevereiro, quando um grupo de 50 extremistas islâmicos ateou fogo à instituição e todos os que estavam no local. “Alguns dos alunos foram queimados ao ponto que estavam irreconhecíveis”, revelou Rufai Sanusi, inspetor da Polícia.

Segundo os cristãos sobreviventes ao ataque, há inúmeros fiéis entre os mortos, e os líderes locais pedem oração para esse momento de calamidade e desespero. Pais e responsáveis pelas crianças matriculadas na escola atacada, e muitos são vistos chorando pelas ruas.

“Ore para que Deus trabalhe através do seu Espírito Santo nestas circunstâncias tão trágicas, confortando os seus filhos e atraindo aqueles que não o conhecem para mais perto de si”, pediu o comunicado da Portas Abertas.

Por Tiago Chagas | Fonte: Gospel+ 

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Especialistas dizem que voto de evangélicos não deve decidir as eleições em São Paulo

Enquanto lideranças evangélicas se organizam para tentar impedir que o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad seja eleito como prefeito de São Paulo, cientistas políticos afirmam que o público não tem tanto poder assim para decidir a eleição municipal.

Por ser o grande apoiador do kit anti-homofobia, Haddad foi taxado de “pai do kit gay” e acabou recebendo críticas de parlamentares evangélicos que não desejam que ele seja eleito na capital paulista.

Mas para o  cientista político Cesar Romero Jacob os evangélicos não possuem um poder tão grande. “Pelos estudos que fiz, o fato de PT e PSDB serem mais estruturados em São Paulo faz com as religiões acabem não tendo um poder tão grande”, disse ele que é autor livro “Atlas da Filiação Religiosa”.

Quem também acredita que os líderes religiosos estão depositando muita fé no público evangélico é o  professor de filosofia da Unicamp Roberto Romano. “É um voto importante, mas não é decisivo. Assim como não se deve confundir a massa dos católicos com os políticos católicos, a mesma regra deve funcionar também para os evangélicos”, disse.

O filósofo que também é autor do livro “Brasil, Igreja contra Estado”, acredita que os políticos evangélicos usam as críticas para serem atendidos pelo governo, sendo essa a velha prática política do “toma lá, dá cá”. Por isso, segundo o professor da Unicamp, a presidente Dilma deveria deixar claro aos parlamentares e líderes evangélicos que os temas defendidos pelo segmento não são questão de Estado.

O atual prefeito da cidade, Gilberto Kassab (PSD), já começou a negociar com o PT para incluir seu secretário como vice-presidente de Haddad e assim conseguiria os votos de grandes igrejas evangélicas como  Assembleia de Deus, Igreja Mundial, Renascer em Cristo e Igreja Internacional da Graça de Deus.

Os evangélicos da capital devem somar cerca de 20% dos eleitores, um número significativo que pode ter impactos negativos na campanha de Haddad, tanto pelo seu apoio ao kit anti-homofobia como a distribuição de camisinhas em escolas públicas. “Nós e os católicos vamos derrotar Haddad em São Paulo”, disse o senador Magno Malta(Pr-ES) ele acredita que se a oposição relembrar os problemas que Haddad teve  na pasta ele será “esmagado”. “O Haddad se derruba sozinho”, afirmou o evangélico.