Deus não estava brincando

É comum na história do cristianismo a tentativa de figurar Deus dentro do imaginário e das percepções humanas. Nesta tentativa inúmeros arquétipos de Deus foram se desenvolvendo no curso da história humana, encontramos às vezes Deus sendo retratado como um Senhor zangado em um trono absoluto, em outros momentos alguns tentam retratar Deus como um bom velhinho com um sorriso acolhedor, outros procuram por um Deus parecido com um gênio da lâmpada pronto para servir o homem, enfim, são inúmeras as faces que o homem procura dar a Deus. Porém, Deus tem a sua própria face, e a face de Deus é aquela que encontramos em Cristo Jesus – Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (João 14.9)

E quando olhamos para a face de Deus em Cristo Jesus, descobrimos que Deus em nenhum momento estava brincando. Deus não estava brincando quando desde a fundação do mundo entregou o seu único filho para a salvação da humanidade perdida no pecado. Deus não estava brincando quando se encarnou em Cristo Jesus e habitou entre nós. Deus não estava brincando quando caminhou pela palestina empoeirada proclamando as boas novas de salvação. Deus não estava brincando segundo a declaração paulina – “Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas? ” (Romanos 8.32). Jesus não estava brincando quando expulsou os comerciantes e cambistas do templo. Jesus não estava brincando quando denunciou com veemência a religiosidade dos fariseus e escribas. Jesus não estava brincando quando disse que todo aquele que quisesse ser seu discípulo deveria negar-se a si mesmo, tomar sua cruz e segui-lo. Jesus não estava brincando quando disse que a porta é estreita e apertado é o caminho que conduz a salvação. Jesus não estava brincando quando disse que o mundo odiaria todo aquele que o amasse. Jesus não estava brincando quando disse que no mundo teríamos aflições, mas que deveríamos ter bom animo. Jesus não estava brincando quando suou gotas de sangue no Getsemani. Jesus não estava brincando quando caminhou convicto em direção a Cruz. Jesus não estava brincando enquanto estava na cruz cumprindo toda a Justiça do Pai, salvando para si um povo santo, zeloso e de boas obras. Jesus não estava brincando quando ressuscitou ao terceiro dia e tomou em suas mãos a chave da morte e do inferno. Jesus não estava brincando quando comissionou a Igreja para anunciar o Reino de Deus a toda criatura. Jesus não estava brincando quando disse que aquele que tem ouvidos para ouvir deveria ouvir o que o Espírito diz a Igreja. JESUS NÃO ESTAVA BRINCADO!

Se alguém equivocadamente interpreta um Deus fanfarrão, descompromissado e alienado do que o homem faz e intenciona no coração está terrivelmente e miseravelmente enganado, PORQUE DEUS EM NENHUM MOMENTO ESTAVA OU ESTÁ BRINCANDO.

Do mesmo modo, o Deus que não brinca espera que nenhum dos seus escolhidos tenha por brincadeira aquilo que é santo, eterno e divino – o seu chamado, a sua salvação, a sua missão, o culto, e a vida diante de um Deus que é amor, mas também é conhecido como fogo consumidor, para que assim, todos os salvos possam viver a intensidade do significado do salmo 2.11 – “Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor.” (Salmos 2.11)

 

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Publicado em 14/03/2014, em Estudos e marcado como , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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