Uma Palavra sobre Reconciliação

“E tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados e pôs em nós a Palavra da reconciliação”. II Co 5: 18 – 19
Uma pessoa que foi ofendida ou profundamente magoada, geralmente sente que tem o direito de estar zangada, triste e amargurada. Ela pode desejar vingança contra quem a afrontou. Porém, Deus pede que confiemos a nossa dor a Ele, confiemos nEle para que haja justiça e perdoemos aqueles que nos magoam.
O perdão é uma questão muito desafiadora, porque parece significar que o agressor escapa impune. Ele pode ter agido de propósito e talvez não esteja arrependido. Ele pode fazer tudo de novo sem ser punido. Parece não haver nenhuma motivação para que uma pessoa ofendida tome esse rumo. Entretanto, embora o perdão não seja fácil, ele é necessário para o bem da pessoa ferida.
Pessoas que foram magoadas e não perdoam continuam sofrendo pressões e feridas emocionais, simplesmente pelo fato de reter em seu coração a raiva e a amargura.
Essa é uma das maiores preocupações do Espírito Santo em relação a sua Igreja: “o exercício do perdão “.
O Senhor Jesus foi ofendido e afrontado de todas as maneiras que se possa imaginar, mas não desenvolveu nenhum sentimento negativo contra o homem, antes ele pediu: “Pai perdoa-lhes…”
Podemos ver que as Sagradas Escrituras descrevem, além da pessoa do Messias, a sua principal missão: a obra da reconciliação.
A expressão reconciliação traz a idéia não só de aproximação, mas de a trazer para mais perto ainda algo que estava longe. É um novo relacionamento restaurado e agora mais intimo e profundo, pois também a reconciliação traz ainda o sentido de cura de algo que estava lesado ou enfermo.
A reconciliação é um processo que ultrapassa o perdão. Ela é alcançada quando as pessoas que estavam em conflito chegam a uma relação positiva entre si. A reconciliação exige um mediador, um conselheiro experiente em quem as pessoas confiem e que possa falar com todos os envolvidos no conflito. Esse conselheiro deve ser sábio, emocionalmente maduro, forte e nunca passar para um dos lados. Ele deve ser respeitado na comunidade e permanecer comprometido independentemente do quanto dure o processo.
O mediador não pode resolver o conflito sozinho. Todas as pessoas envolvidas devem decidir que a reconciliação é a melhor opção para cada uma delas, que é melhor do que continuar o conflito. Todos devem estar comprometidos com o processo e em facilitar o máximo para que possam sentar-se à mesma mesa e viver em comunidade. Assim, os possíveis confrontos futuros, poderão ser discutidos e resolvidos.
Quando uma ofensa é cometida, o agressor deve arrepender-se e estar pronto a admitir o erro. Se ele colocar-se na defensiva, tentado justificar a falta cometida ou transferir a culpa que lhe cabe, demonstra que não está pronto para o processo da reconciliação.
As vezes, as pessoas procuram indenização financeira, uma retratação pública e outros formas de reparação diante de uma afronta sofrida. Entretanto, esta é raramente uma resposta satisfatória. Ela pode satisfazer algumas necessidades físicas do ofendido. Mas não resolve a situação integralmente. Os sentimentos negativos e pensamentos de vingança, podem sempre voltar a tona.
A ênfase maior na reconciliação é o relacionamento. Acima de tudo o relacionamento entre o Criador e a sua criatura, entre Deus e o homem, entre o homem e seu semelhante. Assim que Deus concluiu a obra da criação, logo depois de ter criado o homem, foi logo criando uma companheira para se relacionar com este por toda sua vida e assim expressou: “ Não é bom que o homem fique só…”
O senhor criou o homem para que este viva em sociedade, mais ainda, criou o homem para que este se relacionasse com Ele. Talvez seja por isso que há em nós um grande potencial para relacionamentos.
Mas por causa do pecado de Adão, do primeiro homem, o relacionamento que havia entre ele e Deus, o criador e a criatura, outrora sem barreiras ou fronteiras, agora estava rompido, fechado. Conseqüentemente, fomos divididos. Assim nosso relacionamento com Deus foi quebrado por causa do pecado, ou seja, por causa de uma escolha errada.
Havendo desacordo entre o homem e Deus, que é maravilhoso, certamente haveria dificuldade se relacionamento entre o ser humano e seu próximo.
Quando as pessoas se frustram nos seus relacionamentos, elas procuram substituir essa frustração por qualquer outra coisa: Trabalho excessivo, jogos, internet, bebidas, drogas, etc.
Porém, temos que entender que, em Jesus fomos reconciliados com Deus e o homem que se reconcilia com Deus em Jesus, experimenta do seu amor incondicional e eterno, pois o Senhor nunca nos deixa nem nos desampara.
Ele está conosco em todos os momentos, sejam eles de alegria ou de tristeza. Disse Jesus: ” eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”… Mt 28: 20
O amor de Deus nos traz dignidade e valor. Quando somos cheios desse amor, também aprendemos a respeitar o próximo e a conferir-lhe igual dignidade e valor. Basta ver como foi o relacionamento de Jesus com seus discípulos, os doze. E quando somos curados por esse amor, somos curados também nos nossos relacionamentos interpessoais.
A reconciliação não é um evento qualquer, ela deve se tornar um princípio de valor para nós se constituindo num estilo de vida passando de geração a geração através dos ensinamentos da Bíblia, do diálogo, da disciplina e do exemplo.
O perdão e a reconciliação fazem parte de uma jornada que poucas pessoas fazem, ma cujo destino é a liberdade, a saúde e a paz.
Na maioria das vezes, da nossa parte, o perdão é mal compreendido, achamos que perdoar tem conotação de impunidade, mas isso não é verdade. O ato de perdoar vai muito mais além, ele consiste na decisão de soltarmos a nossa mágoa e o nosso ressentimento.
O Espírito Santo é quem nos propicia esse processo de reconciliação, o melhor exemplo desse fato nos é dado por Deus que, depois de afrontado pela desobediência do primeiro casal e ofendido de todas as maneiras possíveis pelas demais gerações nos reconciliou consigo mesmo e nos fez agentes da reconciliação.
Talvez seja por isso que Jesus disse no sermão sobre as bem aventuranças: “ Os pacificadores serão chamados filhos de Deus”.
Sejamos e ajamos então com filhos- filhos de Deus, como filhos da luz, vamos todos ser agentes da reconciliação.
Pr. Valter José dos Santos
Fonte: 4IEQ

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Publicado em 10/04/2012, em Estudos e marcado como , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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